Crise no Japão: problemas de Fannie Mae e Freddie Mac pressionam bancos

Papéis das principais instituições financeiras japonesas recuam com preocupações devido à exposição ao mercado dos EUA

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SÃO PAULO – Não é somente nos EUA que a situação das agências de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac causa cautela: o temor chegou ao Japão, com os papéis de bancos como Mitsubishi UFJ Financial Group recuando em meio à preocupação relativa à exposição dessas instituições à crise financeira norte-americana.

De acordo com a mídia japonesa, os três maiores bancos do país, Mitsubishi UFJ, Mizuho Financial Group e Sumitomo Mitsui, possuem juntos cerca de US$ 44,3 bilhões em títulos de dívida das duas agências norte-americanas, considerando sua posição até o final de março.

As ações do Mitsubishi UFJ recuaram 5,3%, enquanto os papéis do Sumitomo Mitsui e do Mizuho registraram, respectivamente, queda de 6,1% e 5,0%, em Tóquio.

Pessimismo de Soros

Em relação à crise de Fannie Mae e Freddie Mac, o investidor bilionário George Soros tem uma perspectiva negativa. Para ele, esses problemas não serão os últimos, prevendo que o aprofundamento da crise financeira dos EUA ainda terá fortes impactos na economia já enfraquecida do país.

De fato, a última semana foi turbulenta para os mercados norte-americanos, com o temor em relação à potencial insolvência de Fannie Mae e Freddie Mac e o decreto de falência do IndyMac Bancorp.

Na última sessão, o Tesouro dos EUA anunciou que será pedida ao Congresso autorização para incremento temporário em US$ 2,25 bilhões da linha de crédito que Fannie Mae e Freddie Mac possuem junto ao governo.

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Segundo Soros, as agências têm uma crise de solvência e não de liquidez. “Não há problemas com suas linhas de crédito. E na verdade, na medida em que há um problema, o Fed está lá para providenciar liquidez”, completou, repetindo que esta crise é a maior desde a Grande Depressão.

Papéis derretem no pré-market

Em mais uma indicação de que a sessão desta terça-feira (15) será turbulenta, os papéis de Fannie Mae e Freddie Mac continuam a trajetória descendente, despencando 11,5% e 16,1% no pré-market de Wall Street.