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Demanda do brasileiro por seguros de automóveis cresceu 3% em 2025, aponta pesquisa

Segundo a Neurotech, responsável pelo levantamento, resultado indica uma demanda persistente por seguros

Jamille Niero

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O mercado brasileiro de seguros fechou 2025 com um crescimento de 3% na procura do seguro automóvel na comparação com o ano anterior. É o que aponta o Índice Neurotech de Demanda por Seguros (INDS), que mede mensalmente o apetite do brasileiro em fazer o seguro do seu automóvel a partir das consultas na plataforma da Neurotech, especializada em soluções de inteligência artificial aplicadas a seguros e crédito.

A empresa informa que cerca de 95% das seguradoras que operam com seguro automóvel compõem o índice, que engloba as consultas para aquisição do seguro para veículos novos e usados.

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Segundo o indicador, o acumulado contrasta com a instabilidade observada nos últimos meses do ano passado. Em dezembro, por exemplo, a procura por seguros recuou 7,58% contra o mesmo mês de 2024, porém, na comparação com o mês de novembro, houve acréscimo de 6,53%. 

Para Daniel Gusson, head comercial de Seguros da Neurotech, o programa de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que entrou em vigor em julho de 2025, gerou um impacto positivo para o mercado de seguro automóvel.

“Apesar do crescimento tímido do número de emplacamentos no acumulado do ano, abaixo do que foi projetado pela Fenabrave [Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores], o volume de vendas foi favorável. Sem dúvidas, a redução do imposto promovida pelos programas do governo beneficiou o aquecimento do mercado na segunda metade do ano, principalmente entre segmentos com os menores preços”, afirma. 

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Segundo a Fenabrave, em 2025 foram emplacados 2.541.938 veículos novos, considerando automóveis e comerciais leves, o que representa um aumento de 1,82% contra o ano anterior. O varejo (venda para o consumidor final) somou 1.344.520 unidades, queda de 1,2% frente a 2024.

Em sentido oposto, as vendas diretas (comercialização direta para locadoras, frotistas, taxistas) alcançaram 1.197.418 unidades, com alta de 6,8% na comparação anual.

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No recorte por região, destaque para a demanda no Norte do País, que registrou o maior crescimento na comparação anual com alta de 13,95% com 138.691 itens vendidos. Já o Sudeste lidera o volume de itens vendidos com 1.328.525, um crescimento de 2,88% em comparação com 2024.

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 “O mercado continuará aquecido, com utilização cada vez maior da inteligência artificial aliada aos dados para aumentar sua eficiência operacional, margens e resultados”, aponta Gusson para o mercado de seguro automóvel este ano, ressaltando que a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) projeta crescimento de prêmios (valor pago pelo cliente à seguradora ao contratar o seguro) do segmento na ordem de 7,7% em 2026.

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Jamille Niero

Jornalista especializada no mercado de seguros, previdência complementar, capitalização e saúde suplementar, com passagem por mídia segmentada e comunicação corporativa