Global 40 e risco-Brasil sofrem recuo, com foco nos bons resultados corporativos

Balanço do JP Morgan é bem recebido pelo mercado; em contrapartida, Philadelphia Fed Index recua acima do esperado

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SÃO PAULO – Diante dos animadores resultados corporativos nos EUA, nem mesmo o indicador industrial bem abaixo do esperado conseguiu reverter os ganhos externos. Desta maneira, Global 40 e risco-Brasil fecharam com recuo nesta quinta-feira (17). Para completar, o preço do petróleo recuou mais de US$ 14 desde o começo da semana, arrefecendo os temores globais de pressões inflacionárias.

O olhar dos investidores esteve voltado para a temporada de resultados, onde o balanço do JP Morgan (+10,5%), que registrou no segundo trimestre deste ano um lucro líquido de US$ 2 bilhões, ou US$ 0,54 por ação, entrou em evidência. Apesar de estar 53% abaixo do registrado no mesmo período de 2007, o número veio bem acima do US$ 0,44 estimado pelos analistas.

Cabe ressaltar que, depois do encerramento, Google (-0,40%), Merrill Lynch (+9,75%) e Microsoft (+0,95%) também divulgaram seus resultados trimestrais. No after market, os papéis de todas mostram forte desvalorização.

Entre os destaques da agenda econômica, o Philadelphia Fed Index, indicador responsável pelo nível de atividade industrial na região – uma das mais importantes dos EUA – apontou uma queda acima do esperado no mês de julho, reacendendo os receios de iminência de uma recessão na maior economia do mundo.

Global 40 e risco-Brasil recuam

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,11% na noite desta quinta-feira, cotado a 132,70 centavos de dólar.

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 229 pontos-base, queda de 7 pontos em relação ao fechamento anterior.

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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 132,70 132,85 -0,11