Japão, Indonésia e Coreia do Sul podem ser novos destinos para carne, diz Apex

Após cotas impostas pela China, Jorge Viana diz que Brasil busca diversificar exportações

Estadão Conteúdo

Produção de carne em frigorífico (Foto: REUTERS)
Produção de carne em frigorífico (Foto: REUTERS)

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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse, nesta quinta-feira, 22, que o Japão, Indonésia e Coreia do Sul podem ser novos destinos da carne bovina brasileira depois de salvaguardas chinesas ao produto. A declaração foi realizada em entrevista concedida na sede do órgão.

“O Brasil tem um cardápio grande de mercados que a gente abriu. E isso facilita muito. Por isso que eu citei a Indonésia, mas foi ter Filipinas também que a gente abriu. Citei Japão e estou citando a Coreia como um negociador”, afirmou Viana.

No fim do ano passado, a China anunciou a imposição de cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade.

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A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país em 31 de dezembro e está em vigor desde o dia 1º. As medidas serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028 e atingem os principais exportadores da carne bovina.

O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais neste ano. Em 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina para a China, portanto, a cota representa uma redução de cerca de 35% ou 600 mil toneladas.

Além dos países asiáticos, Viana também citou os Estados Unidos como um possível mercado a receber a produção de carne brasileira.

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“Com a crise lá nos Estados Unidos, do tarifaço, que a gente também cresceu muito no ano de 2023, o ano passado não foi tanto, porque também a história das cotas. Mas esse ano a gente pode estar vindo com força”, completou ele.

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