Instabilidade devido a resultados ruins provoca alta no risco-Brasil

Pessimismo em torno do setor financeiro e da alta no preço do petróleo intensifica a cautela entre os investidores

Publicidade

SÃO PAULO – Sob contraste de referências na temporada de resultados corporativos, o Global 40 e o risco-Brasil operam com avanço nesta segunda-feira (28). O pessimismo em torno do setor financeiro e da alta do petróleo faz com que os investidores adotem maior cautela na hora de investir.

Com a maior turbulência, o preço dos Treasuries apresenta alta e os títulos da dívida externa brasileira acompanham esse movimento. Como a apreciação dos papéis do Tesouro norte-americano é mais expressiva, há um aumento do risco-país.

Se por um lado os resultados da Kraft Foods surpreenderam positivamente o mercado, assim como a notícia de que o fundo Kohlberg Kravis Roberts & Co’s, conhecido como KKR, irá realizar oferta de ações na bolsa nova-iorquina; no sentido oposto, os desempenhos da Tyson Foods e Verizon Communications impedem qualquer reação favorável nos principais índices do mercado acionário dos EUA.

Em meio a um cenário corporativo pessimista, os investidores incorporam maior cautela com a renda variável internacional. Desta maneira, devido à segurança oferecida pela aplicação, há um aumento na procura pelos Treasuries, o que favorece o seu preço. Vale ressaltar que a relação das variações da nota de dívida externa brasileira com o movimento dos Treasuries determina o indicador de risco-país.

Global 40 e risco-Brasil sobem

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em alta de 0,75% na tarde desta segunda-feira, cotado a 134,05 centavos de dólar.

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 223 pontos-base, alta de 5 pontos em relação ao fechamento anterior.

Continua depois da publicidade

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Anterior Var %
Global 40 134,05 133,05 +0,75