Acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor provisoriamente a partir de março

Diplomata afirma que apesar de obstáculo erguido por opositores, 'não seremos impedidos'

Reuters

Protesto de agricultores franceses contra acordo com Mercosul
 20/1/2026    REUTERS/Yves Herman
Protesto de agricultores franceses contra acordo com Mercosul 20/1/2026 REUTERS/Yves Herman

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O acordo de livre comércio ⁠entre União Europeia e Mercosul provavelmente ‍será aplicado em caráter provisório em março, disse um diplomata da UE à Reuters na ‌quinta-feira, apesar de uma contestação iminente no tribunal superior do bloco.

Parlamentares da UE desferiram um golpe no controverso acordo comercial com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai na quarta-feira, remetendo-o ‌ao Tribunal de Justiça Europeu, o que ‌pode atrasá-lo em dois anos.

‘O acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar’, disse um diplomata da UE à Reuters.

‘Provavelmente será ‌o Paraguai em março’, acrescentou o diplomata.

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A UE assinou seu maior pacto comercial ​de todos os tempos com os membros do Mercosul no sábado, após 25 anos de negociações, e o atraso causou consternação entre muitas empresas na Alemanha e para um de seus principais apoiadores, o chanceler Friedrich Merz.

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Ele disse aos delegados do Fórum Econômico Mundial em Davos que lamentava a decisão ​do Parlamento ⁠Europeu, o que ⁠significava que outro obstáculo havia sido erguido.

‘Mas tenham certeza: ‌Não seremos impedidos. O acordo do Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa a ele se quisermos ter um ‍crescimento maior na Europa’, afirmou ele na quinta-feira.

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Os apoiadores argumentam que o ​acordo é importante ‌para compensar os negócios perdidos com as tarifas dos EUA ‍e para reduzir a dependência da China.

Os críticos, liderados pela França, afirmam que isso aumentará as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços baixos, prejudicando os produtores nacionais.