Em dia de cautela com a economia dos EUA, Global 40 e risco-Brasil marcam avanço

Global 40 encerra o dia em leve alta, e na relação com a variação dos Treasuries, promove forte alta de 9 pontos ao risco-País

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SÃO PAULO – Influenciado principalmente pelas tensões acerca dos dados pessimistas sobre o crescimento da economia norte-americana, o Global 40 e o risco-Brasil terminaram com forte avanço nesta quinta-feira (31). Fracas performances operacionais de companhias também alimentaram a instabilidade nos mercados internacionais.

De acordo com a medição avançada para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, a economia norte-americana evoluiu 1,9% no segundo trimestre de 2008. O avanço no período ficou abaixo das estimativas, que estavam em torno de 2,3%.

Pelo lado corporativo, a MasterCard relatou um prejuízo de US$ 746,7 milhões entre abril e junho deste ano, devido a batalhas judiciais com a American Express, que afetaram o caixa da companhia. Enquanto novas baixas contábeis do Deutsche Bank e lucro abaixo das projeções para a gigante petrolífera Exxon Móbil reiteraram a cautela.

Frente a um cenário macroeconômico pessimista, os investidores incorporaram maior cautela com aplicações na renda variável internacional. Desta maneira, devido à segurança que oferecem, os Treasuries tiveram sua demanda elevada. Vale ressaltar que a relação das variações das notas da dívida externa brasileira com o movimento dos Treasuries determina o indicador de risco-país.

Global 40 e risco-Brasil sobem forte

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,87% na noite desta quinta-feira, cotado a 133,45 centavos de dólar.

O indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, encerrou a 228 pontos-base, alta de 9 pontos em relação ao fechamento anterior.

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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 133,45 132,30 +0,87