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SÃO PAULO – A taxa de desemprego nos EUA atingiu 5,7% em julho, alcançando o patamar mais elevado desde março de 2004. Paralelamente, a economia norte-americana perdeu 51 mil postos de trabalho no último mês.
O primeiro indicador veio pior que as expectativas do mercado, enquanto o segundo
surpreendeu positivamente os analistas. Como explicar tal contradição?
A resposta baseia-se no aumento da PEA (população economicamente ativa), através da elevação no número de pessoas que começaram a procurar emprego e que antes não buscavam.
Ruim, mas não em recessão
A média de postos de trabalho perdidos nos EUA este ano é de aproximadamente 66 mil ao mês. As demissões acumuladas de 463 mil em 2008 são elevadas, mas não a ponto do país encontrar-se imerso em uma recessão econômica.
Como referência, em abril de 2001, quando despontava a crise das pontocom, a economia norte-americana registrou redução de 281 mil vagas, seguida de uma média mensal de 115 mil postos perdidos nos três meses subseqüentes.
Mais e mais demissões
Demissões no setor aéreo contribuem para esta tendência de desemprego crescente. A United Airlines e a AMR, controladora da American Airlines, anunciaram cortes de 7 mil e 6,84 mil trabalhadores, respectivamente.
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De modo semelhante, a Starbucks projeta demitir mil funcionários ao longo do ano, enquanto a automobilística General Motors prevê 5 mil novos desempregados no mesmo horizonte temporal.
Encruzilhada iminente
Em um dilema entre inflação crescente e diminuição do crescimento, os membros do Federal Reserve decidirão qual será o rumo da Fed Funds Rate no próximo dia 5 de agosto.
De acordo com o conceito da Curva de Philips, a taxa de desemprego possui correlação negativa com a inflação. Este trade-off será cobrado no caso de uma contração monetária iminente, deixando o mercado de trabalho em situação ainda mais difícil.