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O Banco Central afirmou nesta quarta-feira (21) que decidiu decretar a liquidação extrajudicial da situação da Will Financeira (Will Bank) após detectar agravamento da situação da instituição no dia 19 de janeiro, quando ela descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos da Mastercard, o que levou ao bloqueio de sua participação no sistema.
A instituição vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde a liquidação do Master, decretada em 18 de novembro, justamente para tentar viabilizar uma solução que preservasse o funcionamento do banco digital.

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O BC afirmou que, naquele momento, “entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET […] ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira”.
No entanto, após a deterioração da capacidade financeira da fintech, sua liquidação se tornou inevitável. “Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”, diz a autarquia em comunicado.
O BC esclarece que o Conglomerado Master, do qual o Will Bank faz parte, era classificado como de porte pequeno, segmento S3 da regulação prudencial, com o Banco Master como instituição líder. O grupo detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.
Apurações e responsabilização
Além da liquidação, o Banco Central informou que seguirá com as apurações sobre o caso. “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, afirmou. Segundo o órgão, os resultados podem levar à aplicação de medidas sancionadoras administrativas e ao envio de comunicações a outras autoridades.
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