Dólar comercial mantém alta, com perspectiva de menos ingressos no País

Ao mesmo tempo, forte aversão ao risco no mercado também implica saída de recursos nesta sessão, afetando o câmbio

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SÃO PAULO – O dólar comercial avança com mais intensidade nas horas finais da sessão, seguindo a piora de humores no mercado interno.

Em dia de pessimismo generalizado no mercado financeiro mundial, a aversão ao risco no plano doméstico se revela mais intensa, na medida em que o recuo no preço de commodities, principalmente do petróleo, ameniza o viés negativo nos mercados desenvolvidos, mas penaliza as blue chips brasileiras.

A Bovespa opera no patamar de pontuação mais baixo dos últimos seis meses.

Diferencial de juro

Logo cedo, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou o núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures), que revelou alta de 0,3% e superou o consenso dos analistas, de 0,2%.

A notícia, além de ter alimentado as tensões nos mercados, também reforça a expectativa de um aperto monetário nos EUA, uma vez que o indicador é o mais acompanhado pelo Federal Reserve, o que diminuiria a diferença entre o juro de lá e a Selic.

Uma diferença menor reduz a atratividade da renda fixa brasileira, o que pode afetar a entrada de recursos estrangeiros no mercado interno e reduzir a oferta de dólares.

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Leilão do BC

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, entre 11h57 e 12h07, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita foi de R$ 1,5663.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,5650 na compra e R$ 1,5670 na venda, alta de 0,38% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,6800 na venda, representando um ágio de 7,35% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.577, enquanto o contrato com vencimento em outubro opera a R$ 1.590.