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A maior produtora de proteínas do mundo, a JBS (JBSS32), pode estar prestes a entrar no índice Russel 1000, composto pelas 1.000 maiores empresas dos Estados Unidos. De acordo com os analistas do Santander, essa entrada pode mudar completamente a trajetória da companhia. Por esse motivo, o banco reforçou a recomendação de Outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra).
A JBS não é mais negociada na bolsa brasileira, operada apenas via BDRs (Brazilian Depositary Receipt), utilizado para representar ações de empresas estrangeiras. Nesta terça-feira (20), os BDRs da empresa avançaram 4,76% às 13h11. O preço-alvo atualizado para o final de 2026 subiu de U$ 14,67 para U$ 17,00.
Caso a entrada no Russell 1000 (e, consequentemente, no Russell 3000) for concluída, os analistas estimam um fluxo potencial de cerca de U$ 800 milhões para a JBS. Essa estimativa levou em consideração que os fundos ativos e passivos (mid e large caps do Russell) somem cerca de US$ 10 trilhões em ativos sob gestão, conforme estimativas da FTSE (Financial Times Stock Exchange).
Não perca a oportunidade!
De acordo com o Santander, desde a listagem da empresa na bolsa dos EUA, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) subiu 12%, ficando 20% acima da média histórica de cinco anos. O desempenho positivo superou o ciclo negativo da carne boniva nos EUA, que tem pressionado o mercado e o próprio resultado da JBS.
Os analistas esperam que a entrada da JBS aconteça em 26 de junho, após a divulgação do rebalanceamento preliminar. O rebalanceamente acontece no dia 22 de maio. A única questão que ainda provoca incertezas para o Santander é se a JBS será considerada uma empresa norte-americana. Atualmente, a companhia tem domicílio fiscal na Holanda, mas atende a outros critérios necessários para ser considerada.
