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O mercado imobiliário brasileiro entrou em 2025 com um ritmo de expansão puxado pela habitação popular. Até outubro, o setor registrou recorde histórico de lançamentos, tanto em número de unidades quanto em valor financeiro, sustentado quase integralmente pelo Minha Casa, Minha Vida.
Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), em parceria com a Fipe, aponta que foram lançadas 161.709 unidades no período, alta de 34,6% na comparação anual, somando R$ 59,4 bilhões em valor geral de vendas. Os dados foram divulgados pela Folha de S. Paulo.
A maior parte desse crescimento veio do programa habitacional do governo federal. Das novas unidades colocadas no mercado, 138.985 pertencem ao Minha Casa, Minha Vida, o equivalente a 85,9% do total.
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Em termos financeiros, os lançamentos do programa alcançaram R$ 34,8 bilhões, evidenciando o peso do subsídio público e do crédito direcionado na dinâmica atual do setor.

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Fora do segmento popular, o desempenho foi mais contido. Os imóveis de médio e alto padrão somaram 22.724 unidades lançadas até outubro, crescimento de 14,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Apesar do avanço em volume, o destaque esteve no valor: R$ 24,5 bilhões em lançamentos, alta de 42,5%, refletindo preços mais elevados e projetos com maior ticket médio.
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As vendas, no entanto, não acompanharam a mesma velocidade da oferta. No acumulado do ano até outubro, o setor comercializou 159.357 unidades, avanço de apenas 2,3% em base anual, com faturamento de R$ 53,3 bilhões, alta de 4,3%.
O equilíbrio entre oferta e demanda foi mantido principalmente pelo Minha Casa, Minha Vida, que registrou crescimento de 8,6% no número de unidades vendidas e de 9,7% em valor, totalizando R$ 29,5 bilhões.
Nos segmentos de médio e alto padrão, o cenário foi de ajuste. As vendas caíram 17,9% em volume, para 28.756 unidades, enquanto o valor comercializado recuou 1,1%, para R$ 21,7 bilhões. Segundo a Abrainc, a combinação de juros elevados e financiamento mais caro levou as incorporadoras a priorizar a redução de estoques, após um ciclo intenso de lançamentos nos últimos anos.
A avaliação da entidade é que esse movimento é típico de fases de transição do ciclo imobiliário. Com o custo do crédito ainda pressionando a demanda fora do segmento subsidiado, as empresas concentram esforços em vender projetos já lançados, aguardando sinais mais claros de queda de juros para retomar investimentos em novos empreendimentos de maior padrão.
No caso do Minha Casa, Minha Vida, a leitura é distinta. A ampliação do programa e as medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reforçar o financiamento habitacional criaram um ambiente de expansão acelerada da oferta.
A expectativa do setor é que, com o aumento dos lançamentos, as vendas acompanhem esse ritmo nos próximos meses, mantendo o programa como principal motor de crescimento do mercado imobiliário brasileiro.
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