Outro país reivindicará controle da Groenlândia se EUA não o fizerem, diz secretário

Os comentários ecoam fala do presidente Donald Trump, que tem alegado o risco de Rússia e China tomarem o território

Estadão Conteúdo

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, fala com membros da mídia em frente à Casa Branca, em Washington, DC, EUA, na quarta-feira, 5 de novembro de 2025. A Suprema Corte dos EUA demonstrou ceticismo em relação às amplas tarifas globais do presidente Donald Trump, enquanto juízes-chave sugeriram que ele ultrapassou sua autoridade com sua política econômica emblemática. Fotógrafo: Eric Lee/Bloomberg
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, fala com membros da mídia em frente à Casa Branca, em Washington, DC, EUA, na quarta-feira, 5 de novembro de 2025. A Suprema Corte dos EUA demonstrou ceticismo em relação às amplas tarifas globais do presidente Donald Trump, enquanto juízes-chave sugeriram que ele ultrapassou sua autoridade com sua política econômica emblemática. Fotógrafo: Eric Lee/Bloomberg

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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que outro país irá reivindicar o controle da Groenlândia se os EUA não o fizerem, e que os americanos “correm riscos” se isso se concretizar. A declaração foi dada em participação do secretário em painel no Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta terça-feira (20). Os comentários ecoam fala do presidente Donald Trump, que tem alegado o risco de Rússia e China tomarem o território como argumento para que os EUA o façam – sob críticas da China.

Segundo ele, Trump possui “uma visão firme” sobre a segurança do Hemisfério Ocidental.”Trump acredita que a Groenlândia é essencial para o escudo antimíssil Domo Dourado e acredita verdadeiramente que a ilha deva ser parte dos EUA”, disse.

Dentre outros conflitos, Bessent voltou a alegar que a Europa segue com a compra de petróleo da Rússia, “financiando a guerra”, assim como a Índia – ainda que em menores quantidades.

Em relação às tarifas comerciais impostas desde abril do ano passado, o secretário disse que o instrumento foi utilizado para negociações, exemplificando com a questão do fentanil e com a China e o México, e considerou “improvável” a Suprema Corte dos EUA derrubar “a principal política econômica de Trump”, enquanto aguarda resultados que podem tornar a política tarifária republicana ilegal.