Diante de aversão ao risco, dólar fecha em avanço pela sexta sessão consecutiva

Saída de recursos do mercado interno e ajuste em contratos futuros influenciam valorização da moeda norte-americana

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial emendou a sexta sessão consecutiva de ganhos frente ao real nesta segunda-feira (11), refletindo a saída de recursos do mercado interno.

A cautela presente nas negociações globais penaliza principalmente os mercados emergentes, cuja pauta de exportação de commodities é muito forte. Isto porque, muitas das empresas listadas em bolsa, principalmente no Brasil, têm suas receitas vinculadas ao preço das matérias-primas, que enfrentam nesta segunda-feira mais uma sessão de preços em queda.

Dessa forma, investidores estrangeiros buscam ativos considerados mais seguros, como os títulos do governo norte-americano.

Além disso, a moeda norte-americana sobe em relação a outras divisas de referência, como o iene e o euro, o que ajuda a suportar a valorização também frente ao real.

Ao mesmo tempo, o mercado futuro segue passando por um desmanche das posições vendidas, o que é visto pelo mercado como um sinal de que agentes já não apostam tanto na desvalorização do dólar. Este movimento, portanto, se reflete nas negociações à vista. De acordo com dados da BM&F, desde 30 de julho os estrangeiros se desfizeram de posições vendidas correspondentes a cerca de US$ 8 bilhões.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6140 na compra e R$ 1,6160

Continua depois da publicidade

na venda, alta de 0,43% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7200, representando um ágio de 6,43%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 3,32% em agosto, frente
à baixa de 2% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,95%.

Dólar futuro na BM&F

Continua depois da publicidade

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
registrava R$ 1.628 contra 1.617,7250 do ajuste
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, avançava para R$ 1.638 frente
à R$ 1.630,6100 do ajuste anterior.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, registrava R$ 1,61950.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,52% para outubro de 2008, 0,05 ponto percentual abaixo do último ajuste.

Continua depois da publicidade