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Mais de sete em cada dez cabeleireiros já investiram em cursos técnicos ou específicos, enquanto 84% consideram a especialização “extremamente importante” para a trajetória na beleza. É o que indica uma pesquisa realizada por Wella Professionals em parceria com a NielsenIQ.
Em um mercado em expansão, que registrou um marco histórico ao ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em exportações durante 2025, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), os profissionais buscam cada vez mais se especializar.
A pesquisa ouviu 200 cabeleireiros profissionais de São Paulo e do Rio de Janeiro entre novembro e dezembro de 2025, com amostra que contempla salões de diferentes portes e modelos de negócio.
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Nos salões de menor porte, o estudo mostrou que o cabeleireiro costuma assumir diversos papéis dentro do negócio, com cerca de 4,25 funções no dia a dia. Esse profissional pode combinar atendimento, relacionamento com clientes, organização da operação e apoio à gestão.
Conforme o negócio aumenta, a estrutura tende a se organizar de forma mais segmentada, mas o caráter empreendedor permanece. Nos salões médios, a média é de 3,52 funções por profissional; nos grandes, de 3,81.
Ao mesmo tempo, os salões ganham não apenas funções, mas o negócio evolui em maturidade de gestão, com maior capacidade de estruturar funções, investir em equipe, organizar estoques e implementar rotinas mais consistentes.
Em uma profissão historicamente sem graduação universitária própria, a pesquisa indica que a maior parte dos cabeleireiros vem construindo, na prática, uma trajetória estruturada de formação. Dos profissionais de salões, 77% já realizaram cursos técnicos ou específicos e 21% tiveram algum tipo de formação acadêmica.
Na especialização em colorimetria, que estuda como as cores serão aplicadas ao cabelo, 79% buscaram cursos técnicos e 20% seguiram caminhos de formação acadêmica na área. Essa também é a área de maior valor agregado, em que os profissionais com essa especialização conseguem melhores pagamentos.
Isso se mostra no comportamento dos clientes: em salões de grande porte, 86% das clientes buscam consultoria frequente sobre cor e 64% recorrem ao profissional para orientação sobre estilo e técnica.
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“O que observamos nos salões de Rio e São Paulo é um retrato de um movimento mais amplo: clientes mais informadas, cercadas de referências digitais e interessadas em entender o processo. Isso reforça o papel do cabeleireiro como consultor especialista, alguém em quem a cliente confia para tomar decisões sobre sua imagem, seus gastos e sua rotina de cuidados”, ressalta Nathalie Honda, CMO da Wella Company no Brasil.
