Publicidade
Muitos herdeiros enfrentam dúvidas sobre como cobrir impostos e custos de inventário na partilha de bens. É o caso de Hamilton G. K., leitor do InfoMoney.
Ele disse que tem interesse em conhecer melhor sobre como encaixar o seguro nos planos para organizar a partilha de bens no inventário e para pagamento de impostos sobre a transferência de bens, inclusive financeiros.
Como o seguro ajuda no inventário?
A morte é inevitável, mas o processo de inventário, que organiza a partilha dos bens entre herdeiros, pode gerar despesas de 10% a 15% do patrimônio total. Isso inclui impostos como ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), honorários advocatícios, taxas de cartório e regularização de imóveis ou veículos.
Leia mais: Inventário é só para ricos? Saiba quanto custa e como se preparar
Aqui entra o seguro de vida como solução prática. Ele libera uma quantia rápida aos beneficiários — que são apontados pelo segurado na apólice (contrato de seguro) e que podem ser os filhos ou cônjuge — sem passar pelo inventário.
Por exemplo, um patrimônio de R$ 3 milhões pode gerar R$ 300 mil em custos. Um seguro de R$ 500 mil, nomeado diretamente aos herdeiros, cobre isso de imediato — ideal para impostos sobre bens financeiros, imóveis ou ações.
Continua depois da publicidade
“O seguro é uma ferramenta muito inteligente para o pagamento de custas do inventário justamente por suas características previstas em lei, como liquidez imediata, pois não configura herança e, por isso, também não sofre incidência de IR (Imposto de Renda) nem ITCMD, o que lhe confere essa funcionalidade de ser utilizado para pagar estes custos obrigatórios”, explicam especialistas da seguradora MAG.
Segundo a companhia, é uma forma eficiente de “proteger o patrimônio da família e dar acesso ágil e harmonioso aos herdeiros”.
Leia também: Como famílias de alta renda planejam a sucessão patrimonial? Conheça as estratégias
Continua depois da publicidade
Passo a passo para usar seguro no planejamento de inventário
Nem todo mundo sabe por onde começar. O InfoMoney preparou um passo a passo para ajudar:
- Consulte um profissional de confiança: Advogado, planejador financeiro ou assessoria de investimentos para mapear bens (dinheiro, imóveis, ações, joias etc.);
- Levante o patrimônio total: Com o mapeamento do patrimônio feito é possível calcular os valores e estimativas de custos (impostos, taxas de cartórios, honorários etc.);
- Contrate o seguro adequado: Escolha o “capital segurado” (valor máximo pago pela seguradora aos beneficiários em caso de morte) que cubra de 10% a 15% do patrimônio. Beneficiários recebem sem burocracia;
- Atualize sempre: Revise sempre o planejamento e ajuste a apólice do seguro de vida quando ocorrerem mudanças na vida da família, como casamento, nascimento de filho ou compra de imóvel.
Leia também: Como fazer testamento? Saiba como criar um do zero
O testamento é também uma ferramenta importante para evitar disputas entre herdeiros, já que permite ao titular manifestar suas vontades sobre a distribuição dos bens. Contudo, conforme explica a advogada Izabela Rucker, tudo que está em testamento precisa passar pelo inventário e pelo processo judicial ou extrajudicial, o que pode prolongar a liberação dos bens.
Continua depois da publicidade
Ou seja, embora o testamento seja uma forma de reduzir conflitos, ele não substitui a necessidade de planejamento financeiro e seguro de vida para garantir liquidez imediata.
Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!