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Após um ano de 2025 para esquecer, com queda acumulada de 33,67%, quinta maior queda do Ibovespa, o Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para a Cosan (CSAN3).
Na visão dos analistas, a companhia está em um momento estratégico de transformação, com medidas que reduzem riscos históricos de alocação de capital e pavimentam o caminho para criação de valor no longo prazo.
O preço-alvo, por sua vez, foi revisado para baixo, saindo de R$ 8 para R$ 7, refletindo premissas mais conservadoras para pagamento de dividendos no curto prazo, dado o foco em redução de dívida. A nova meta de preço representa um potencial de valorização de 36% frente a cotação de fechamento de quarta-feira (14) de R$ 5,14.
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Reestruturação da Cosan
Na avaliação do BBI, a simplificação do portfólio e o corte de despesas gerais e administrativas (de R$ 300 a 350 milhões para R$ 150 a 200 milhões nos próximos anos) devem liberar recursos para reforçar a remuneração ao acionista e monetizar créditos tributários.
Além disso, a Compass desponta como o vetor de crescimento mais relevante do grupo, com a Edge posicionada para capturar oportunidades no mercado de gás natural, incluindo soluções off-grid (fora da rede tradicional de distribuição) de GNL (Gás Natural Liquefeito).
Embora a tese seja de duration longa (horizonte de investimento de longo prazo), a queda da curva de juros no Brasil pode acelerar a geração de valor. Após a oferta recente, a alavancagem da holding caiu, oferecendo maior resiliência em um cenário ainda de juros elevados.
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Segundo as estimativas, cada redução de 1 p.p. (ponto percentual) no custo de capital próprio (Ke) adiciona cerca de R$ 1,20 por ação ao preço-alvo, o que representa +13% de potencial de valorização.
Maré virando?
No fim de 2025, o BTG Pactual também retomou cobertura para Cosan com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 10,50.
Para os analistas, após anos de pesados investimentos, a Cosan parece pronta para mudar de marcha e entrar em um novo ciclo de geração de caixa, abrindo espaço para uma renovada criação de valor.
“Apesar da recente pressão sobre o balanço patrimonial, o grupo ainda controla um dos portfólios mais diferenciados do Brasil, com participações em negócios líderes e irreplicáveis. A recente injeção de capital restaurou o equilíbrio na estrutura de capital”, avalia.
Assim, aponta, a Cosan agora tem não apenas patrimônio líquido, mas, mais importante, uma história renovada: uma mudança de uma tese de desalavancagem para ser reconhecida como uma empresa que agrega valor a longo prazo. O BTG estima que a CSAN3 seja negociada com um desconto de 34%.
“Com o tempo, acreditamos que qualquer progresso que reduza a percepção da Cosan como um mero ‘intermediário’ entre os acionistas e os fluxos de caixa das subsidiárias representa um potencial significativo de criação de valor”, aponta.
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Assim, vendo caminhos claros de crescimento à frente, o banco reiterou a classificação de compra para as ações da Cosan, com um novo preço-alvo de R$ 10,50/ação, o que implicaria na ocasião um potencial de retorno de cerca de 100%.