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SÃO PAULO – O primeiro ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, declarou estado de emergência em Bangcoc na última segunda-feira (1), após confrontos entre partidários e opositores do governo tailandês resultarem num saldo de um morto e 43 feridos.
Para controlar a situação caótica, Anunpong Paochinda, chefe do exército nacional, foi designado como responsável pela manutenção deste estado de emergência, no qual são suspensos diversos direitos civis e é dada liberdade de coerção às tropas militares.
Luta antiga
Esta revolução é liderada pelos manifestantes da APD (Aliança do Povo pela Democracia), grupo formado por empresários, cidadãos leais ao rei e representantes da classe média urbana.
A APD pede a renúncia de Sundaravej, pela crença de que a autoridade possui relações muito estreitas com o ex-premiê Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e abuso de poder. O mesmo grupo reivindicante já derrubou do poder Shinawatra em 2006, num confronto de proporções bem superiores a este.
Economia sofre
Neste cenário conflitante, o Baht – divisa tailandesa – sofreu forte desvalorização frente ao dólar, a maior dos últimos doze meses. Em adição, o benchmark SET Index, pincipal índice do mercado de capitais em Bangcoc, declinou 2,3% no último pregão, atingindo o patamar mais baixo desde 1º de fevereiro de 2007.
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Por último, os preços dos títulos da divida pública do governo também recuaram, anulando os ganhos proporcionados anteriormente por uma valorização acumulada nos seis dias anteriores.