Dólar comercial dispara e encerra a terça-feira acima de R$ 1,66

Perdas na Bovespa, recuo das commodities e alta da moeda dos EUA em âmbito global explicam quarta alta seguida do dólar

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SÃO PAULO – Em mais um dia de perdas na Bovespa, desvalorização das commodities e alta do dólar face às principais divisas de referência do globo, como iene, euro e libra esterlina, o dólar comercial estendeu os ganhos das três últimas sessões e encerrou a terça-feira (2) com forte apreciação em relação ao real, ultrapassando o patamar de R$ 1,66.

Apesar da alta vista na retomada dos negócios em Wall Street, o pregão nas bolsas norte-americanas ainda mostra um clima de certa aversão ao risco. O Construction Spending de julho e o ISM Index deste mês vieram abaixo das projeções, alimentando o sentimento de cautela nos mercados. Os desdobramentos da possível venda do Lehman Brothers também seguem em evidência.

Refletindo o clima de cautela do dia, o preço dos Treasuries – títulos da dívida pública dos EUA, tidos como investimentos livres de risco – mostra forte alta, nesta terça-feira, o que reduz o yield das notas.

Dando continuidade a sua rotina de intervenções no mercado cambial, o Banco Central voltou a realizar leilão de compra de dólares no mercado à vista, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita foi de R$ 1,6658.

Dólar fecha a terça-feira a R$ 1,665

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6630 na compra e R$ 1,6650

na venda, forte alta de 1,15% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8500, representando um ágio de 11,24%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,83% em setembro, frente
à alta de 4,54% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,25%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.689,
forte alta de 1,78% em relação ao fechamento
de R$ 1.660

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,44%,
atingindo R$ 1.670 frente
à R$ 1.670 do fechamento de
segunda-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, registrava R$ 1,6632000.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,55% para outubro de 2008, 0,02 ponto percentual abaixo do último ajuste.