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SÃO PAULO – Com o volume de depósitos diminuindo mais que o montante resgatado na passagem mensal, a captação líquida da caderneta de poupança registrou saldo superavitário de R$ 1,433 bilhão em agosto, resultado da aplicação de R$ 90,86 bilhões contra o resgate de R$ 89,428 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (5).
Em julho, a diferença havia sido maior, de R$ 1,985 bilhão, saldo de R$ 101,672 bilhões depositados contra R$ 99,687 bilhões retirados da caderneta de poupança.
Já no oitavo mês de 2007, o resultado fora amplamente superior: na época, a captação líquida totalizou R$ 3,253 bilhões.
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PL ultrapassa R$ 250 bilhões
Durante o mês passado, houve rendimento de R$ 1,59 bilhão dos recursos já aplicados. Assim, somados aos dados de agosto, o patrimônio líquido do investimento passou para R$ 254,676 bilhões.
É importante lembrar que este é o sétimo resultado que engloba as mudanças no cálculo da TR (taxa referencial), implementadas ao final de janeiro.
A decisão cautelar do CMN (Conselho Monetário Nacional) alterou a fórmula de cálculo da TR – utilizada para remunerar as cadernetas de poupança, as contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e alguns contratos de financiamento imobiliário – para garantir que as cadernetas de poupança tenham remuneração mínima de 0,5% ao mês.
A medida é considerada preventiva, pois impede uma queda forte do rendimento no futuro por conta da desaceleração dos ganhos registrada nos últimos anos. A alteração determina que, caso a TR fique negativa, ela será considerada igual a zero. Dessa forma, a caderneta de poupança terá sempre a remuneração mínima de 0,5%.
Outros investimentos
Enquanto, em agosto, a caderneta de poupança acumulou quatro meses de captação líquida positiva, a indústria brasileira de fundos de investimento deu seqüência ao movimento de fuga de capital visto nos quatro meses anteriores ao registrar saldo deficitário de R$ 10,73 bilhões no último mês, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).