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SÃO PAULO – Cresce o número de micro e pequenas empresas que se unem para formar centrais de negócios e realizar compras e vendas em conjunto. De 2005 para 2008, o crescimento foi de 128%. O número de unidades passou de 257 para 586.
Os números foram divulgados no 1º Encontro Mineiro de Centrais de Negócios, na última terça-feira (2), na Feira do Empreendedor de Minas Gerais, que segue até este sábado (6), em Belo Horizonte.
Aliança que tende a crescer
Entre as vantagens das centrais de negócios, estão o baixo custo da compra e da venda em conjunto, o que implica maior poder de negociação com os fornecedores, ampliação de negócios com a criação de centrais de compras, construção de depósitos de distribuição, capacitação dos colaboradores, criação de produtos e expansão da carteira de clientes.
Para o consultor Edmir Dumke, esse tipo de aliança entre micro e pequenas empresas tende a crescer. “Sozinho, você é pequeno, mas, em grupo, acaba sendo representativo. Torna-se mais competitivo e profissional. E o cliente é quem acaba percebendo isso”.
“Em grupo, há chances de comprar uma maior quantidade de produtos com o fornecedor, com melhores preços e benefícios, como maior prazo de pagamento, descontos, embalagens e fretes melhores”, disse Dumke.
Iniciativa ganha adeptos
Apesar de ser nova no Brasil, a iniciativa de formar centrais de negócios ganha adeptos a cada dia, em tempos de concorrência acirrada. Em Minas Gerais, existem mais de 24 centrais de negócios de vários segmentos da indústria, do comércio, do agronegócio e do artesanato.
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“Mesmo sendo concorrentes, MPEs podem ser parceiras e trabalhar juntas para reduzir custos, ampliar o mercado e competir com as grandes”, afirmou o diretor-superintendente do Sebrae em Minas Gerais, Afonso Maria Rocha.