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SÃO PAULO – Em mais uma sessão de forte aversão ao risco, o dólar comercial voltou a apresentar expressiva alta em relação ao real, voltando a atingir seu maior patamar desde abril deste ano.
No início desta segunda-feira (8), a divisa norte-americana operava no território negativo, em resposta ao anúncio de resgate pelo Tesouro dos EUA das agências de financiamento hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae. Contudo, ao longo da sessão, a impressão positiva frente ao fato perdeu força e os mercados globais passaram a ceder ao pessimismo diante dos desdobramentos da crise do subprime.
A segunda-feira foi marcada por alta da moeda dos EUA frente às principais divisas de referência do globo, como iene, euro, libra esterlina e franco suíço.
A agenda econômica trouxe os dados da balança comercial brasileira na primeira semana do mês. O saldo positivo de US$ 295 milhões foi resultado da diferença entre as exportações, na ordem de US$ 4,553 bilhões, e importações de US$ 4,258 bilhões.
Por sua vez, o relatório Focus do Banco Central mostrou maiores projeções para a taxa de câmbio. A mediana das estimativas ao final de setembro passou de R$ 1,62 para R$ 1,63, enquanto, para o final deste ano, foi revisada de R$ 1,63 para R$ 1,65.
Dando continuidade a sua rotina de intervenções no mercado cambial, o Banco Central voltou a realizar leilão de compra de dólares no mercado à vista, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita foi de R$ 1,728.
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Dólar comercial fecha a segunda-feira com forte alta de 0,87%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7330 na compra e R$ 1,7350
na venda, forte alta de 0,87% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8300, representando um ágio de 5,60%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 6,12% em setembro, frente
à alta de 4,54% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,31%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.760,
forte alta de 1,03% em relação ao fechamento
de R$ 1.742
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,44%,
atingindo R$ 1.670 frente
à R$ 1.670 do fechamento de
sexta-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, registrava R$ 1,7355000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,34% para novembro de 2008, 0,01 ponto percentual abaixo do último ajuste.