Dólar comercial segue em alta, refletindo clima de aversão ao risco

Resultado negativo do Pending Home Sales de julho e fim das negociações do KDB com Lehman Brothers pressionam mercados

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SÃO PAULO – Dando continuidade ao movimento visto desde a abertura, o dólar comercial segue apresentando expressiva alta em relação ao real, aproximando-se do patamar de R$ 1,75 nesta terça-feira (9).

Mais uma vez os investidores demonstram forte aversão ao risco por conta de novas referências negativas quanto aos desdobramentos da crise do subprime e da situação econômica norte-americana.

Divulgado pela manhã, o Pending Home Sales, que mede o número de contratos de compra e venda de casas usadas nos EUA, mostrou recuo maior do que o esperado em sua medição de julho. Outro fator que pesa sobre os mercados é o anúncio do fim das negociações de venda de parcela do capital do Lehman Brothers ao sul-coreano Korea Development Bank. As ações do banco norte-americano despencam em Wall Street.

Por aqui, o foco dos investidores fica com o início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Na próxima quarta-feira, após o fechamento dos mercados, a autoridade monetária anunciará sua decisão frente ao patamar da taxa Selic. O mercado espera continuidade do ciclo de altas no juro básico iniciado em abril deste ano, contudo, a magnitude do incremente não é consensual.

Siga as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7480 na compra e R$ 1,7500 na venda, forte alta de 0,86% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8800 na venda, representando um ágio de 7,55% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro está sendo cotado a R$ 1.772,
alta de 0,68% em relação ao fechamento
de R$ 1.760
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera
em forte alta de 1,44%,
atingindo R$ 1.670 frente
a R$ 1.670 do fechamento de segunda-feira.