Mesmo com corte da Opep e redução dos estoques dos EUA, petróleo fecha em baixa

Commodity dá continuidade à trajetória recente de perdas; previsões de demanda do óleo para 2008 e 2009 diminuem

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SÃO PAULO – O petróleo volta a fechar em baixa nesta quarta-feira (10) e dá continuidade à trajetória recente de perdas. Com o desempenho negativo no dia, a commodity acumula a forte desvalorização de 12,84% em Londres neste mês de setembro.

Mesmo com a queda dos estoques nos EUA, fator que costuma impulsionar as cotações, e com o corte de 520 mil barris diários na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a baixa se manteve graças à expectativa entre os investidores de queda na demanda pelo produto.

Segundo o relatório do DOE (Departamento de Energia dos EUA), o nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou forte decréscimo na última semana, caindo em 5,9 milhões de barris. Além disso, as refinarias norte-americanas operaram com 78,3% de sua capacidade operacional total, muito abaixo dos 88,7% registrados na semana anterior.

Na última terça-feira (9), a Opep informou que cortaria sua produção efetiva em 520 mil barris por dia, surpreendendo muitos investidores depois de uma série de declarações de seus membros que sinalizavam que o grupo manteria a produção.

O que prevaleceu, porém, foi a projeção de menor crescimento da demanda mundial por petróleo divulgada pela EIA (Agência Internacional de Energia) para 86,8 milhões de barris diários e 87,6 milhões de barris diários em 2008 e 2009, respectivamente. Esse fator, unido às expectativas de desaquecimento da economia mundial, impede uma disparada de preços, já que as pressões da demanda são aliviadas.

Confira as cotações

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 97,63 no pregão desta quarta-feira, leve baixa de 0,91% em relação ao último fechamento.

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Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 3,98%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 93,89 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em outubro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 102,75 por barril, configurando uma alta de 0,49% frente ao fechamento anterior.