Publicidade
SÃO PAULO – Caso investidores asiáticos tivessem que apostar qual seria o rumo das políticas monetárias na região, provavelmente a maioria apontaria para uma flexibilização iminente.
Pelo menos é o que indica a contração de 3% no PIB (Produto Interno Bruto) do Japão no segundo trimestre deste ano e o crescimento de 12,8% da produção industrial chinesa em agosto, o menor avanço desde o oitavo mês de 2002.
Em adição a este cenário, indicadores econômicos divulgados na última quarta-feira (10) apontam desaceleração do espiral inflacionário tanto em território nipônico quanto na China.
Recuo chinês atípico
O panorama ocorrido na China justifica-se pelos recentes Jogos Olímpicos de Pequim, dado as restrições governamentais para a indústria durante a competição esportiva, que visavam redução da poluição na capital chinesa.
Em contrapartida, influenciadas positivamente pelas Olimpíadas, as vendas varejistas subiram 23,2% no último mês, principalmente pelo processo de urbanização atual de muitas cidades chinesas, alimentando o consumo na região.
Economia nipônica preocupa
Já quanto ao cenário no Japão, é de se preocupar: tanto companhias quanto consumidores reduziram os dispêndios, num ambiente que inclui ainda queda nas exportações e inflação elevada.
Continua depois da publicidade
Por fim, apesar da causa dos problemas vigentes não ser estruturalmente doméstica e, dada a dependência japonesa sobre o setor exportador, a desaceleração econômica atual nos principais mercados ao redor do mundo – especialmente nos EUA – provoca um horizonte nebuloso para a economia nipônica.