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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou forte decréscimo na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) em relatório divulgado nesta quarta-feira (17).
Entre as semanas terminadas em 5 e 12 de setembro, o nível dos estoques de óleo bruto no país caiu em expressivos 6,3 milhões de barris, superando o recuo esperado pelos analistas, de 3,5 milhões de barris.
Os estoques de gasolina também trouxeram forte decréscimo de 3,3 milhões de barris, completando uma seqüência de oito quedas semanais consecutivas.
Ainda segundo o relatório divulgado, as refinarias norte-americanas operaram com 77,4% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 78,3% registrados na semana anterior, já historicamente baixos, dada a temporada de furacões.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 12/9/2008 | Semana até 5/9/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 291,7 | 298,0 | -6,3 |
| Gasolina | 184,6 | 187,9 | -3,3 |
| Derivados | 129,6 | 130,5 | -0,9 |
| Óleo para calefação | 35,7 | 36,0 | -0,3 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 12/9/2008 | Semana até 12/9/2007 | Variação |
| Óleo bruto | 291,7 | 317,1 | -25,4 |
| Gasolina | 184,6 | 196,2 | -11,6 |
| Derivados | 129,6 | 134,4 | -4,8 |
| Óleo para calefação | 35,7 | 42,1 | -6,4 |
Barril em alta
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 89,90
nesta quarta-feira, alta de 0,57% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte desvalorização de 19,74% neste mês de setembro.
Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 4,25%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
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O contrato com vencimento em outubro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 93,96 por barril, configurando uma alta de 1,14% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.