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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (18) com intensa valorização de 2,89%, chegando ao patamar de R$ 1,921, máxima desde 11 de setembro de 2007.
No intraday, a alta chegou aos 5%. A disparada arrefeceu após Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirmar que a instituição decidiu realizar leilões de venda da moeda norte-americana com compromisso de compra futura.
Mas não é só o Banco Central brasileiro que resolveu agir. Após consecutivas sessões turbulentas pelo mundo todo, autoridades monetárias como BoJ (Banco do Japão), BoE (Bank of England) e BCE (Banco Central Europeu) anunciaram que injeção de até US$ 247 bilhões para aliviar a falta de liquidez no sistema interbancário global.
O acordo foi feito em parceria com o Fed e, em resposta, boa parte das bolsas globais respondeu com alta. Além disso, os rumores de que o Morgan Stanley estaria próximo a integrar suas atividades com o Wachovia também favoreceram a sessão.
Ata do Copom
O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou nesta manhã a ata de sua última reunião. O documento era bastante esperado, talvez mais pelo placar apertado da decisão – 5 votos a 3 – do que pela própria elevação do juro em si.
Para os três membros que votaram por um menor incremento na Selic, a deterioração no nível de atividade das economias centrais sustentou a trajetória negativa recente nos preços das commodities, mitigando pressões inflacionários globais.
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Indicadores
A agenda norte-americana trouxe nesta quinta-feira o Leading Indicators, que foi motivo de certo desconforto nos EUA ao apontar recuo um pouco além do esperado no resultado de agosto. O índice revelou variação negativa de 0,5%, enquanto o mercado aguardava -0,2%.
No cenário doméstico, dando continuidade aos indicadores inflacionários de setembro, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 0,04% no segundo decêndio do mês, com variação um pouco acima da registrada em agosto.
Já a segunda prévia do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) marcou uma alta de 0,52%, taxa 0,14 ponto percentual acima da registrada no acumulado de agosto.
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Dólar comercial renova máxima desde 11 de setembro de 2007
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9190 na compra e R$ 1,9210
na venda, forte alta de 2,89% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0000, representando um ágio de 4,22%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 17,49% em setembro, frente
à alta de 4,54% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,16%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.922,
forte alta de 2,84% em relação ao fechamento
de R$ 1.869
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,85%,
atingindo R$ 1.970 frente
à R$ 1.897 do fechamento de
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ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9300000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 6,45% para novembro de 2008, 2,5 ponto percentual acima do último ajuste.