Tensão geopolítica sacode o petróleo e Ibov mantém rali; veja os destaques da semana

Apesar de deter as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, a Venezuela responde hoje por uma fatia pequena da produção global.

Research XP

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Imagem mostra uma plataforma de petróleo.
Imagem mostra uma plataforma de petróleo.

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O início de 2026 foi marcado por um forte aumento das tensões internacionais, com ataques aéreos dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. O episódio reacende a instabilidade política e econômica no país, que deve se estender por meses, possivelmente anos.

Apesar de deter as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, a Venezuela responde hoje por uma fatia pequena da produção global. Ainda assim, o conflito adiciona ruído ao mercado de óleo e gás, com potenciais impactos sobre preços, cadeias de suprimento e empresas do setor.

Bolsa brasileira mantém viés construtivo após rali histórico

O Ibovespa encerrou 2025 com alta expressiva de 34% em reais e mais de 50% em dólares, o melhor desempenho anual desde 2016, fechando próximo das máximas históricas. O movimento reforçou o apetite por ativos brasileiros ao longo do ano.

Para 2026, a leitura segue positiva, mas com maior peso dos fatores domésticos. Juros e eleições presidenciais devem ditar o ritmo do mercado, favorecendo ações de alta qualidade, baixa alavancagem e maior sensibilidade à queda das taxas de juros.

Fed e inflação entram no radar dos investidores

A expectativa em torno do anúncio do novo presidente do Federal Reserve ganha relevância neste início de ano, em meio a um cenário global de juros ainda elevados e menor espaço para estímulos monetários adicionais.

No Brasil, a inflação segue em trajetória de desaceleração. A projeção para o IPCA de 2026 foi revisada para 4,0%, refletindo preços ao atacado mais comportados, petróleo em patamares mais baixos e câmbio apreciado, o que ajuda a aliviar as pressões inflacionárias.

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Carteiras XP mantêm estratégia e foco em resiliência

As carteiras recomendadas da XP para janeiro não trouxeram mudanças na alocação em relação ao mês anterior. A estratégia segue alinhada ao cenário-base, com busca por ativos que oferecem melhor relação entre risco e retorno.

Mesmo diante do aumento da volatilidade associada ao ambiente eleitoral no Brasil, a avaliação é de que os portfólios estão bem posicionados para capturar oportunidades sem comprometer a resiliência no médio prazo.

Economia brasileira desacelera, mas cenário segue benigno

A atividade econômica doméstica mostra sinais de desaceleração gradual, movimento esperado após um ciclo de crescimento mais forte. Em paralelo, a inflação segue em queda, beneficiada pela deflação global de energia e alimentos.

O grande desafio à frente é o ambiente político. As eleições presidenciais de 2026 tendem a ser acirradas, o que aumenta a incerteza e dificulta projeções mais longas, especialmente para 2027.

Dividendos entram no radar em janeiro

O calendário de dividendos ganha destaque neste início de ano, com pagamentos programados por empresas relevantes da B3. O movimento reforça o interesse por estratégias de geração de renda em um ambiente ainda volátil.

Além das ações, investidores também acompanham as datas de distribuição de proventos de fundos listados, que seguem como alternativa para diversificação e fluxo recorrente.

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Novo ticker marca fusão no varejo pet

A fusão entre Petz e Cobasi foi concluída, e o novo grupo estreou na B3 sob o ticker AUAU3. Com isso, as ações da antiga Petz deixaram de ser negociadas.

O movimento consolida o setor pet no Brasil e passa a ser acompanhado de perto pelo mercado, tanto pelo potencial de sinergias quanto pelos desafios de integração das operações.

Emergentes enfrentam juros altos e ruído político global

O ambiente internacional ajudou os ativos de países emergentes ao longo do último ano, mas dificilmente será o motor de um novo rali em 2026. A deterioração fiscal em economias desenvolvidas limita cortes mais agressivos de juros.

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Além disso, os juros longos devem permanecer elevados e o cenário geopolítico segue instável. A combinação de incerteza política e decisões erráticas em grandes economias tende a frear investimentos de longo prazo.

RBRX11 entra no radar com recomendação de compra

O fundo imobiliário RBRX11 iniciou cobertura da XP com recomendação de compra, sustentada por um histórico sólido de desempenho e assimetrias positivas após a incorporação do RBRF11.

Segundo a análise, o fundo negocia a níveis atrativos, com dividend yield competitivo e potencial de geração de resultados consistentes, mesmo em um cenário mais desafiador para ganhos de capital.