Petrobras, Caixa Seguridade e mais: as ações de dividendos mais indicadas em janeiro

Compilado com as recomendações das principais corretoras do País tem cinco papéis entre os mais indicados

Leonardo Guimarães

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Em um ano que promete muita volatilidade com eleições no Brasil e tensão geopolítica na América, as ações que pagam dividendos podem ser boas escolhas para as carteiras. Afinal, as empresas que distribuem proventos regularmente são geradoras de caixa e geralmente consideradas defensivas. 

Para começar o ano com um portfólio de renda passiva sólido, Petrobras (PETR4) e Caixa Seguridade (CXSE3) são as ações mais recomendadas. É o que mostra levantamento feito pelo InfoMoney, que compilou as indicações das carteiras das principais corretoras do País. 

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A lista ainda tem representantes do setor elétrico, financeiro e de mineração; confira as ações de dividendos mais indicadas para janeiro: 

AçãoNº de recomendaçõesDividend Yield em 12 meses
Petrobras (PETR4)79,01%
Caixa Seguridade (CXSE3)68,86%
Itaú (ITUB4)516,41%
Vale (VALE3)413,97%
Copel (CPLE3)44,82%
Fontes: Ágora, BTG Pactual, Terra Investimentos, BB Investimentos, Empiricus, XP, Genial, Santander, Planner, Itaú BBA, Ativa Investimentos e Economatica
Data-base: 31/12/2025

Petrobras (PETR4)

A Terra Investimentos destaca o custo de extração baixo alcançado pela estatal e margens brutas de 52%, “o que confere rentabilidade à operação”. O desempenho possibilita o pagamento de dividendos atrativos, segundo a corretora, que estima retorno com os proventos de 15% nos próximos 12 meses. “Com esses fundamentos sólidos e perspectivas favoráveis, a Petrobras continua sendo uma excelente oportunidade de investimento”. 

Caixa Seguridade (CXSE3)

Com resultados mais previsíveis, concentrados no segundo hipotecário e no negócio de pensões, a empresa “merece um valuation premium em relação a seu principal par, BB Seguridade (BBSE3)”, segundo o BTG Pactual. O Banco diz que a melhora gradual na cobertura e aumento da liquidez após o follow-on “podem ajudar na expansão de múltiplos”. 

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Itaú (ITUB4)

O Santander elevou, recentemente, seu preço-alvo para a ação no fim de 2026, de R$ 44 para R$ 49. O banco diz que “a grande escala e a presença diversificada do Itaú em diversos serviços financeiros resultam em menor volatilidade dos lucros”. 

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Vale (VALE3)

A companhia vem recuperando a confiança dos investidores após os casos Brumadinho e Samarco e questões de instabilidade operacional, segundo o BTG. O banco ainda destaca o fluxo de caixa acima dos pares australianos como “notável” e “ainda não totalmente refletido nos patamares de preço”. O potencial de dividend yield em 2026 está entre 11% e 12%, segundo os analistas.

Copel (CPLE6)

A XP elevou o peso da ação da Copel em sua carteira de dividendos para 15% deviso à depreciação do papel em dezembro. “A empresa possui um histórico sólido de pagamento de dividendos e vem apresentando resultados fortes nos períodos recentes. Além disso, a migração da companhia para o “Novo Mercado” melhorou a liquidez das ações e os padrões de governança, o que pode atrair investidores estrangeiros que ainda não consideraram plenamente a empresa”, dizem os especialistas da casa.