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O JPMorgan ajustou as suas estimativas e os preços-alvo de algumas empresas do setor de energia, de modo a refletir: 1) os preços de energia marcados a mercado e a geração do 4º trimestre de 2025, 2) uma visão mais cautelosa sobre o corte de energia renovável em 2026-2028 (o JPMorgan estima 30% para solar e 20% para eólica), e 3) os dividendos em ações e em dinheiro recentemente anunciados.
O JPMorgan revisou seus números para Axia (AXIA3; AXIA6), Copel (CPLE3), Auren (AURE3) e Engie (EGIE3).
Nesta atualização, o banco vê riscos de queda para as estimativas do consenso, especialmente para a Auren, dentre outros motivos, devido à fraca geração eólica no 4º trimestre de 2025 e ao curtailment – corte de energia involuntário da potência do gerador elétrico, realizada para manter a estabilidade da rede – para o ano fiscal de 2026 (queda de 23% do Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, esperado pelo JPMorgan estimado para 4T25 e baixa de 16% para 2026).
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O banco reduziu os preços-alvo para quase todas as ações, mas mantendo as recomendações; confira no quadro abaixo:
O banco vê, além do maior risco de queda para o consenso para a Auren (queda de 23% em 4T25 e 16% para 2025), também para a Engie na Engie (-4% para 4T25 e para 2026). “Nossa visão mais cautelosa é explicada pelos dados fracos de geração reportados pelo Operador Nacional, indicando recursos eólicos fracos e alto corte de renováveis”, avalia.
No entanto, vê risco de alta para o Ebitda de 2026 da Axia e da Copel, pois atualizam os preços de energia mais altos na marcação a mercado (+18% em relação à sua atualização do início de dezembro).
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Em geração de energia, os preços mais altos são parcialmente compensados por maiores cortes. Notavelmente, a atualização nas premissas de geração favorece Axia e Copel devido à menor exposição a renováveis em comparação com Auren e Engie.
Ao olhar os eventos corporativos da empresa, o banco destaca as novas ações da Axia e a Copel no Novo Mercado. Os principais eventos corporativos anunciados no 4T25 foram: 1) capitalização de R$ 30 bilhões das reservas de lucros da AXIA, com emissão de novas ações resgatáveis, 2) conversão da Copel em ação única (governança corporativa Novo Mercado) e dividendos em dinheiro de R$ 1,4 bilhão (data ex-dividendo de 2 de janeiro).