Faturamento real das empresas brasileiras cresce 41% entre 2000 e 2007

Resultado tem como base crescimento da massa salarial real e melhoria das condições de crédito

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SÃO PAULO – O faturamento real das empresas brasileiras cresceu 41% entre 2000 e 2007, de acordo com estudo da Serasa. O resultado tem como base o crescimento da massa salarial real, com o aumento do poder de compra da população, as melhores condições de crédito, a inadimplência praticamente estabilizada e a redução da Selic (taxa básica de juros), que, em dezembro passado, atingiu o menor percentual desde sua criação (11,25% ao ano).

No período analisado, as vendas do comércio apresentaram crescimento de 51,9%, enquanto as da indústria e dos serviços evoluíram 43,2% e 30,4%, respectivamente, favorecidas pela retomada da economia em 2004.

Análise setorial

No ano passado, a indústria apresentou aumento de 10,7%, com destaque para os setores de alimentos (12%), veículos (24,7%) e siderurgia (14,2%), favorecidos pela expansão da economia nacional e do crédito, bem como pelo bom momento das commodities minerais.

Já o comércio evoluiu 7,8% frente ao ano de 2006, graças ao aumento do consumo de artigos para vestuário (15,3%), veículos (21,1%) e lojas de departamento (16,3%). Em contrapartida, os combustíveis não apresentaram o mesmo desempenho, com retração de 3,1% no faturamento das empresas do último exercício, não conseguindo nem mesmo acompanhar a inflação do período.

A telefonia celular, com evolução de receita na ordem de 19,6%, foi o destaque entre as empresas prestadoras de serviços, cujo faturamento cresceu 5,8% em 2007. Esse desempenho reflete os novos usuários e o maior valor agregado aos serviços disponíveis.

A telefonia fixa registrou queda de 4,6% e vem sofrendo com a migração de clientes para a telefonia móvel e maior acesso à internet banda larga, via cabo ou ADSL. A menor elevação das tarifas contribuiu para que o segmento de energia tivesse um crescimento menor, de 3,8%.

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Amostra

O estudo elaborado pela Serasa analisa a evolução do faturamento das empresas a partir de uma amostra dos primeiros 1.600 balanços de 2007, sendo cerca de 600 do segmento industrial, 550 do comércio e 450 das prestadoras de serviços.