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SÃO PAULO – Com uma visão otimista para a atual turbulência que atinge os mercados globais, a Gap Asset Management traça uma estratégia de investimento em fundos baseada na desvalorização do dólar e no patamar elevado de preços das commodities. Por sua vez, as ações aparecem em menor proporção na sugestão de alocação da gestora de recursos.
| Fundo | Perfil moderado | Perfil agressivo |
| Multimercado | 55% | 60% |
| Long Short | 20% | 20% |
| Ações | 5% | 15% |
| Renda Fixa | 20% | 5% |
A divisa norte-americana voltou a apresentar forte tendência de queda, até agora de 3,77% no mês, após ter avançado 3,6% em março, pressionada pela correção das commodities e pela adoção do IOF (Imposto sobre movimentação financeira) para investimentos estrangeiros em renda fixa.
Apostando na trajetória de queda da moeda norte-americana frente às moedas de países emergentes com bons fundamentos, a Gap está vendida em dólar no mercado futuro interno e, ao mesmo tempo, comprada em yuan, moeda chinesa, que em março gerou resultados positivos para seus fundos.
No caso do Brasil, o balanço de pagamentos sólido, as reservas internacionais altas e a solvência em patamares de grau de investimento devem garantir a continuidade de um robusto fluxo de dólares ao país, acredita a Gap.
Ações e Selic
No que concerne à estratégia em ações, a Gap ainda avalia que as incorporadoras foram as que mais sofreram no último mês, afetadas pela perspectiva de alta da Selic, apesar de ainda demonstrarem fortes vendas.
Os gestores apostam em alta da taxa básica de juro já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 15 e 16 de abril, na ordem de 25 pontos base, interpretando as recentes declarações do Banco Central como indicações de aperto monetário.
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Commodities
Ao mesmo tempo apoiada na queda do dólar contra as moedas de emergentes, as commodities deverão permanecer com níveis altos de preços também sustentadas pelas economias em ascensão, principalmente dos BRICs (Brasil, China, Índia e Rússia), que devem garantir a demanda.
EUA
Quanto à crise norte-americana, um aprofundamento pode ainda ser visto, mas uma recessão grave e prolongada é uma possibilidade muito pequena para a equipe da administradora de fundos.
A redução do juro básico do país deve seguir até chegar à taxa de 1,5% ao ano, acredita a Gap, como medida necessária, porém não solucionadora para os problemas de crédito.