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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em alta nesta sexta-feira (18) demonstrando uma leve correção diante do recuo acumulado no mês.
Após chegar à cotação mínima desde maio de 1999 em quatro sessões seguidas de baixa, a moeda ganhou valor frente ao real e também diante de outras divisas ao redor do mundo.
Sem uma saída evidente de recursos do país, a cautela em véspera de feriado nacional também explica o ajuste cambial observado nesta sessão.
Cenário externo
Na ausência de indicadores econômicos de peso, as atenções se voltaram aos resultados divulgados nos EUA, com destaque para Citi e Google.
Apesar de ter reportado um prejuízo US$ 5,11 bilhões, o maior banco dos EUA trouxe ânimo aos investidores após divulgar uma receita de US$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre deste ano. No mesmo sentido, o Google registrou lucro líquido de US$ 1,31 bilhão, 30,7% superior ao reportado no mesmo período do ano passado.
Posição de bancos
Para Sidnei Moura, diretor da NGO corretora de câmbio, a confirmação de aumento da Selic reforça a tendência predominante de queda para o dólar, porém adverte “o espaço confiável para o especulador está mais estreito”.
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“O movimento especulativo com arbitragens, que tem forte impacto de valorização do real, e o fluxo de ingressos de recursos deverá continuar positivo, tem potencial para levar o dólar ao preço de R$ 1,60”, projeta o economista.
Leilão do BC
O Banco Central (BC) continua com as intervenções diárias no mercado de câmbio e realizou leilão de compra de dólares no segmento à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação teve início às 12h04 e terminou às 12h14. A taxa aceita ficou em R$ 1,6705.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6680 na compra e R$ 1,6700
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na venda, alta de 0,72% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 12,71%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 4,68% em abril, frente
à alta de 3,6% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,97%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 1.672,5,
alta de 0,69% em relação ao fechamento
de R$ 1.661
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em alta de 0,66%,
atingindo R$ 1.683 frente
à R$ 1.672 do fechamento de
ontem.
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