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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em baixa nesta terça-feira (22), retomando a tendência interrompida na última sessão – quando após uma seqüência de recuos consecutivos, a divisa terminou em alta.
Operando em baixa desde o início do pregão, a moeda norte-americana sofreu influência do descolamento do mercado interno, que se orientou mais pelo desempenho positivo de blue-chips do que pelo nervosismo observado na cena externa.
Em âmbito doméstico, também foram destaque os índices inflacionários, que demonstraram desaceleração, e o vencimento de opções na Bovespa, que inflou o volume financeiro do dia.
Cenário externo
Os resultados trimestrais são contrastantes nos Estados Unidos, mas com maior peso para os de caráter negativo. Já a agenda de indicadores contribuiu apenas com o Existing Home Sales, que marcou um declínio inferior ao projetado pelos analistas.
O cenário do dia ainda é composto por novos recordes do barril de petróleo no mercado internacional, além de novo recuo do dólar frente ao euro, que pela primeira vez passa de US$ 1,60.
Posições na BM&F
Segundo dados da BM&F, os investidores estrangeiros, que mantinham no início do mês mais de US$ 4 bilhões em posições compradas, registraram US$ 1,3 bilhão em posições vendidas no último dia 18 – revelando que apostam mais na tendência de depreciação da moeda.
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Balança comercial
O Ministério do Desenvolvimento divulgou que o saldo da balança comercial na última semana foi positivo em US$ 260 milhões acumulando no mês, com 14 dias úteis, US$ 1,421 bilhão, o que reforça a idéia de maior oferta de dólares no país, embora o relatório Focus tenha trazido redução das estimativas de superávit para o ano.
Leilão do BC
O Banco Central (BC) continua com as intervenções diárias no mercado de câmbio e realizou leilão de compra de dólares no segmento à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação teve início às 15h e terminou às 15h10. A taxa aceita ficou em R$ 1,6575.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6600 na compra e R$ 1,6610
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na venda, baixa de 0,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,8800, representando um ágio de 13%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 5% em abril, frente
à alta de 3,6% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,5%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 1.663,5
baixa de 0,54% em relação ao fechamento
de R$ 1.673
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,59%,
atingindo R$ 1.673 frente
à R$ 1.683 do fechamento de
sexta-feira.