Pressões externas e ajuste sustentam valorização do dólar comercial

Resultados desfavoráveis de instituições financeiras pesam sobre mercados globais e reduzem apetite por risco

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SÃO PAULO – O dólar comercial sustenta trajetória de alta nesta terça-feira (29), em movimento de ajuste, sujeito a pressões externas oriundas do noticiário corporativo e da agenda econômica dos Estados Unidos.

O noticiário corporativo desta sessão pesa sobre os mercados globais, que voltam a temer os efeitos da crise nos mercados de crédito e imobiliário dos EUA após as baixas contábeis anunciadas por Deutsche Bank, Allianz e Contrywide.

Mercado de imóveis

Embora o índice de confiança do consumidor norte-americano tenha caído menos que o esperado em abril, o nível de preço das casas em 20 regiões metropolitanas no País caiu 12,7% frente ao mesmo período de 2007, o pior desempenho desde o início da série em 2001.

Internamente, o mercado de câmbio ajuste-se à deterioração das contas externas brasileiras, que refletem a diminuição do saldo do balanço de pagamentos, em especial da conta de transações correntes.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6980 na compra e R$ 1,7000 na venda, forte alta de 0,77% em relação ao fechamento anterior.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8600 na venda, representando um ágio de 9,54% em relação ao dólar comercial.