Otimismo com economia é retomado timidamente em maio, segundo pesquisa

Merrill Lynch identifica melhora nas projeções para economia mundial; perigo de inflação rouba lugar da ameaça de recessão

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SÃO PAULO – O retorno de uma tímida dose de otimismo, com os agentes ligeiramente menos desconfiantes em relação ao crescimento da economia, chamou a atenção da Merrill Lynch, em pesquisa com gestores de grandes fundos, realizada durante o mês de maio e divulgada nesta quarta-feira (14).

De acordo com o levantamento, 21% dos consultados responderam “vai ficar um pouco mais forte” frente à pergunta “como você acha que a economia global irá se desenvolver nos próximos 12 meses?”. No quarto mês do ano, somavam 17% os que apontavam essa opção diante do mesmo questionamento.

A possibilidade de recessão da economia global deixou de ocupar parcela relevante dentro das preocupações que assolam o mercado. O percentual de adeptos da tese de que o mundo já está em recessão caiu de 24% em abril para 18% na pesquisa mais recente. O posto de maior ameaça aos gestores agora pertente à inflação.

Inflação

Segundo a Merrill Lynch, metade dos administradores de recursos consultados considera que o núcleo dos indicadores de inflação em nível global irá registrar ligeiro avanço em um horizonte de 12 meses. Em abril, 41% tinham a mesma opinião.

De quebra, a quantidade de gestores que acredita em uma trajetória de alta excessivamente mais rigorosa das taxas básicas de juros de longo prazo, em 12 meses, chega a 30%. Um salto significativo frente aos 18% da medição anterior.

O grau de nervosismo dos mercados financeiros no que diz respeito ao nível geral de preços ficou mais evidente nas últimas semanas, em resposta à sólida evolução nos preços de commodities nas praças internacionais.

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Corporativo

No lado mais negativo do estudo do banco de investimentos, as respostas colecionadas sobre o cenário corporativo ficaram em destaque. Ainda que haja certa melhora nas estimativas para a economia, o pessimismo não abandonou as projeções para as empresas.

A questão: “durante os próximos 12 meses, como você acredita que estarão as perspectivas para o rendimento das companhias?” assistiu a um acréscimo do sentimento de cautela. Agora 58% consideram a chance de uma leve deterioração, contra 50% em abril.