Ouro deve atingir US$ 1000 por onça no último trimestre, afirma Merrill Lynch

Empresas do setor argumentam que cotação mínima de US$ 700 por onça é necessária para garantir ponto de equilíbrio

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SÃO PAULO – Após conferência anual sobre Metais e Mineração, a Merrill Lynch divulgou relatório com suas impressões sobre o setor de metais preciosos, destacando os desafios e perspectivas para o mercado de ouro.

Os analistas do banco ressaltaram que a cotação de US$ 700 por onça de ouro é necessária, em média, para que as empresas do setor operem de maneira lucrativa, ponderando que o nível atual de preços, conforme mencionado por muitas empresas durante a conferência, decorre de fatores como as incertezas quanto à economia dos EUA e ao saldo apertado entre oferta e demanda.

Considerado uma reserva de valor, o ouro ganha espaço neste cenário, reforçado pela grande volatilidade nos mercados, assim como pelo movimento global de desvalorização da moeda norte-americana. Todavia, a instituição recomenda cautela com o metal no curto prazo, em função da queda histórica da demanda por jóias no mês de junho.

Crescimento

Um dos fatores cruciais para as empresas encontra-se na exploração de novas minas, embora as estratégias variem muito. Contudo, o banco relembra que a indústria não foi capaz de realizar novas descobertas significativas recentemente, sendo forçada a buscar áreas de exploração mais arriscadas.

Outra possibilidade de crescimento para as empresas do setor encontra-se em fusões e aquisições, embora esperem pelo declínio da produção, em resposta ao fracasso de projetos de exploração menores e de atrasos da entrada em operação de megaprojetos. Deste modo, a Merrill Lynch tem expectativa de que o metal atinja a cotação de US$ 1000,00 por onça até o último semestre deste ano.