Dólar comercial encerra a sessão em alta, refletindo nervosismo externo

Temores de inflação pressionam mercados globais, em dia de alta nos preços do petróleo; rumores sobre Fundo Soberano em foco

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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (23) com leve alta de 0,12%, revertendo o movimento verificado pela manhã. Os negócios foram pautados por notícias sobre Fundo Soberano e ambiente externo tenso.

Os mercados globais foram pressionados durante todo o dia por temores relativos à inflação, impulsionados por nova alta nos preços internacionais de commodities, especialmente o petróleo, que mantém-se cotado acima do patamar de US$ 130 por barril em Nova York.

Revendo planos

Com menor destaque, o noticiário corporativo também influenciou o ânimo dos investidores nesta sessão, com notícias de fusões e aquisições nos setores de mineração, petróleo e consumo. Já a agenda econômica trouxe a divulgação do Existing Home Sales acima das projeções de analistas, mas ainda revelando a crise no setor imobiliário norte-americano.

Por fim, jornais divulgaram que o presidente Lula havia suspenso os planos para criação de fundo soberano, que também seria utilizado para conter a apreciação do real. Todavia, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o projeto de lei que o cria será apresentado ao Congresso na próxima semana.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6580 na compra e R$ 1,6600

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na venda, leve alta de 0,12% em relação ao fechamento anterior.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8600, representando um ágio de 12,18%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,18% em maio, frente
à baixa de 5,07% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,53%.

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 1.662,
leve alta de 0,06% em relação ao fechamento
de R$ 1.661

da última quarta-feira.

O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,42%,
atingindo R$ 1.679 frente
à R$ 1.672 do fechamento de
quarta-feira.