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SÃO PAULO – Motivado principalmente pelo pessimismo oriundo dos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, o risco-Brasil fechou com forte alta de 13 pontos nesta sexta-feira (6). Na mesma linha, as referências na esfera corporativa e a disparada nas cotações do petróleo também contribuíram para as perdas externas.
Nesta sessão, a agenda econômica destacou o inesperado resultado da taxa de desemprego norte-americana (Unemployment Rate), que registrou em maio 5,5%, ficando acima dos 5,1% estimados pelos analistas e apontando o maio patamar em mais de duas décadas.
Pelo lado corporativo, as perdas foram lideradas pelo setor financeiro. Os principais destaques ficaram com as ações da American Express (-5.86%), Citigroup (-5.47%), JP Morgan (-4.77%) e AIG (-6,81%). A última, segundo o Wall Street Journal, teria subestimado o valor de seus contratos atrelados ao setor imobiliário, levando o valor de sua ação a atingir seu menor nível em 10 anos.
Por fim, a sessão ainda contou com a disparada nas cotações do petróleo, renovando suas máximas históricas em Londres e Nova York.
Risco-Brasil tem forte alta
O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 191 pontos-base, forte alta de 13 pontos em relação ao fechamento anterior.
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em baixa de 0,15% na tarde desta sexta-feira, cotado a 136,95 centavos de dólar.
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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
| Global 40 | 136,95 | 137,15 | -0,15 |