Petróleo: estoques dos EUA caem mais que esperado e barril segue em forte alta

Recuo foi de expressivos 4,6 milhões de barris; refinarias operaram com capacidade abaixo da semana anterior

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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou novo recuo na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) em relatório divulgado ao mercado nesta quarta-feira (11).

Entre as semanas terminadas em 30 de maio e 6 de junho, o nível dos estoques de petróleo norte-americanos marcou um expressivo recuo de 4,6 milhões barris, sua terceira queda consecutiva.

Em contrapartida, os estoques de gasolina apresentaram um acréscimo de 1 milhão de barris. As reservas de derivados e óleo para calefação do país também cresceram na passagem semanal.

Ainda segundo o relatório, as refinarias operaram com 88,6% de sua capacidade operacional total, abaixo da fração de 89,7% registrada na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 6/6/2008 Semana até 30/5/2008 Variação
Óleo bruto 302,2 306,8 -4,6
Gasolina 210,1 209,1 +1,0
Derivados 114,0 111,7 +2,3
Óleo para calefação 23,7 23,1 +0,6

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 6/6/2008 Semana até 6/6/2007 Diferença
Óleo bruto 302,2 349,5 -47,3
Gasolina 210,1 203,2 +6,9
Derivados 114,0 124,6 -10,6
Óleo para calefação 23,7 33,5 -9,8

Barril em alta

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 133,97
nesta quarta-feira, uma alta de 2,02% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula uma valorização de 5,42% neste mês de junho.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 42,69%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em julho de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 134,48 por barril, configurando uma alta de 2,24% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.