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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou seu quinto decréscimo consecutivo na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) em relatório divulgado ao mercado nesta quarta-feira (18).
Entre as semanas terminadas em 6 de junho e 13 de junho, o nível dos estoques de petróleo marcou um recuo de 1,2 milhão barris, levemente abaixo do esperado do mercado, que era de uma queda de 1,75 milhão de barris.
No mesmo sentido, os estoques de gasolina apresentaram um decréscimo de 1,2 milhão de barris. Já as reservas de derivados e óleo para calefação do país cresceram na passagem semanal.
Ainda segundo o relatório, as refinarias operaram com 89,3% de sua capacidade operacional total, acima da fração de 88,6% registrada na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 13/6/2008 | Semana até 6/6/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 301,0 | 302,2 | -1,2 |
| Gasolina | 208,9 | 210,1 | -1,2 |
| Derivados | 116,6 | 114,0 | +2,6 |
| Óleo para calefação | 25,1 | 23,7 | +1,4 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 13/6/2008 | Semana até 13/6/2007 | Diferença |
| Óleo bruto | 301,0 | 351,0 | -50,0 |
| Gasolina | 208,9 | 203,7 | +5,2 |
| Derivados | 116,6 | 124,3 | -7,7 |
| Óleo para calefação | 25,1 | 33,1 | -8,0 |
Barril em alta
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 133,36
nesta quarta-feira, alta de 1,51% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 4,94% neste mês de junho.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 42,04%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em julho de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 134,20 por barril, configurando uma alta de 0,31% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.