Publicidade
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu com críticas à decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
Em nota publicada nas redes sociais, o parlamentar afirmou receber a medida “com pesar” e atribuiu o desfecho à falta de unidade política no Brasil para sustentar a pressão internacional contra o magistrado.
“Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”, escreveu Eduardo. Segundo ele, a ausência de coesão interna e de apoio às iniciativas conduzidas no exterior teria contribuído para o agravamento do cenário institucional no país.
Oportunidade com segurança!

Flávio Bolsonaro acena ao mercado e promete manter agenda econômica de Paulo Guedes
Senador diz que seguirá linha liberal do governo Bolsonaro e defende livre mercado

Após decisão de Moraes, Michelle Bolsonaro diz que Congresso vive “dias sombrios”
Ex-primeira-dama chama decisões do Supremo de arbitrárias após perda imediata do mandato da deputada
Na manifestação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro agradeceu o apoio demonstrado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao longo do processo.
“Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil”, afirmou. Eduardo também disse esperar que a decisão de Trump atenda aos interesses estratégicos americanos, “como é seu dever”.
Atuação internacional contra Moraes
Eduardo Bolsonaro foi um dos principais articuladores, no exterior, de pressões políticas para que autoridades americanas adotassem sanções contra Alexandre de Moraes.
Continua depois da publicidade
Desde 2024, o deputado intensificou agendas nos Estados Unidos, com reuniões com parlamentares republicanos, representantes de think tanks conservadores e integrantes do entorno de Donald Trump, defendendo a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF.
Em discursos públicos e entrevistas, Eduardo sustentou que decisões de Moraes relacionadas a investigações sobre a trama golpista de 2022, ao bloqueio de perfis em redes sociais e à responsabilização de aliados do bolsonarismo configurariam violações a direitos fundamentais.
Esses argumentos foram usados para tentar enquadrar o ministro nos critérios da legislação americana, que permite sanções contra estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.
A inclusão de Moraes na lista do Ofac, órgão do Tesouro dos EUA responsável pela aplicação da Lei Magnitsky, foi explorada politicamente por aliados do ex-presidente como sinal de isolamento internacional do ministro. Eduardo, à época, afirmou que a sanção representava um “alerta” à atuação do Judiciário brasileiro.
Críticas ao cenário interno
Na mensagem divulgada após a retirada de Moraes da lista, Eduardo Bolsonaro ampliou o tom crítico ao ambiente político brasileiro. Segundo ele, a falta de mobilização interna enfraqueceu a estratégia internacional.
“A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual”, afirmou.
Continua depois da publicidade
O deputado encerrou a nota dizendo que seguirá atuando “de maneira firme e resoluta” para buscar o que chamou de “libertação do nosso país”, mesmo diante de “circunstâncias adversas”. “Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro”, concluiu.