Goldman Sachs prevê prejuízos bilionários para Citigroup e Merrill Lynch

Analistas da instituição rebaixaram as ações do Citi para lista de forte recomendação de venda; papéis recuam nos EUA

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SÃO PAULO – Em consonância com as previsões pessimistas proferidas na última semana pelo UBS, o Goldman Sachs publicou relatório antecipando fortes prejuízos trimestrais para o banco norte-americano Citigroup.

Segundo os analistas do Goldman, o Citigroup deverá reportar baixas contábeis na casa de US$ 9 bilhões no segundo trimestre, fruto da forte depreciação dos ativos atrelados ao setor subprime.

De acordo a equipe, a mudança do cenário, atualmente deteriorado, prevista para o segundo semestre deste ano, não será rápida o suficiente para amenizar as perdas do Citi.

Além disso, os analistas prevêem um alto índice de provisões por parte dos clientes do Citi e até a necessidade do banco em capitalizar mais recursos, incorrendo em um possível corte dos dividendos ou venda de participações.

Recomendação de venda

O Goldman Sachs reduziu o preço-alvo dos papéis do Citigroup para US$ 16,00 até o final do ano, alocando as ações na lista intitulada “venda convicta”.

Em resposta, as ações do Citigroup operam em baixa próxima de 4% no pré-market norte-americano, assim como os papéis da Merrill Lynch, que recuam mais 2% nesta manhã.

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No caso da Merrill Lynch, o analista do Goldman, Willian Tanona, afirmou que o banco norte-americano deverá reportar baixas contábeis superiores a US$ 4 bilhões no segundo trimestre.

Vale lembrar que o Citigroup divulgará oficialmente seus resultados no próximo dia 18 de julho, enquanto a Merrill Lynch ainda não divulgou a data oficial do evento.