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SÃO PAULO – Após o governo chinês anunciar a adoção de taxas adicionais nas exportações de grãos do país, os contratos futuros de soja e milho responderam com forte alta em Chicago na quarta-feira (2).
Com o objetivo de assegurar o suprimento interno e conter o avanço dos preços dos produtos alimentícios, a medida adotada relaciona uma tarifa de 5% às exportações de soja, arroz e milho. Para o trigo, a taxa imposta foi de 20%.
Tendo em vista que a China responde, atualmente, pelo maior mercado consumidor de grãos, estas medidas geraram no mercado um sentimento de que a demanda pelas commodities provenientes de outros países possa se elevar.
Cotações
O milho para entrega futura em março registrou forte alta de 2,6%, encerrando cotado a US$ 4,67 o bushel na Chicago Board of Trade.
Já os contratos de soja para entrega em mesmo período avançaram ainda mais, com valorização de 3,5%, fechando na casa de US$ 12,57 o bushel em Chicago.
Na mesma sessão, o produto chegou a ser negociado com alta de 4,1%, no maior patamar desde junho de 1973, US$ 12,64 o bushel.