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SÃO PAULO – Uma boa maneira de avaliar a rentabilidade relativa de um fundo de investimento é compará-lo aos principais benchmarks do mercado.
Nas aplicações de renda fixa, o parâmetro mais adotado pelo mercado é o CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro). Já nos fundos de renda variável, o retorno geralmente é comparado com o desempenho do Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira.
Em 2007 os investidores não tiveram do que reclamar. De maneira geral, os fundos de investimentos superaram o retorno destes parâmetros. As três categorias de fundos que se enquadram na renda fixa – curto prazo, referenciado DI e renda fixa – mostraram rentabilidade média (ponderada pelo patrimônio líquido) superior ao do CDI.
| Categoriao de Fundo | Rent. 2007* |
| Curto Prazo | +11,77% |
| Referenciado DI | +11,83% |
| Renda Fixa | +12,26% |
| CDI | +11,49% |
Fonte: Anbid
*Rentabilidade média de cada categoria de fundo, proporcional ao respectivo patrimônio líquido, no acumulado de 2007
Com os fundos de ações não foi diferente. O retorno médio (desconsiderando os fundos fechados de ações) foi de 45,86%, enquanto o Índice Bovespa mostrou alta menor, de 43,66%.
Cabe a ressalva de que algumas das categorias de fundos de ações são indexadas ou ativas ao IBrX-100. Neste caso, o desempenho do índice no acumulado de 2007 (+47,83%) foi superior ao retorno médio dos fundos de ações.
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Petrobras e Vale dão a fundos de privatização destaque de alta
Contudo, não foram os fundos de ações que mostraram o melhor retorno médio no último ano. Tal posto é ocupado pelos fundos de privatização, que tiveram em 2007 ganho médio de 88,77%.
O forte desempenho dos papéis ordinários de Petrobras (PETR3) e Vale (VALE3) no último ano, respectivamente 98,83% e 88,90%, impulsionou a rentabilidade desta aplicação.
No extremo oposto aparecem os fundos cambiais, única das categorias listadas pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) a apresentar rentabilidade média negativa no último ano, de 10,36%.
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A despeito da volatilidade presente no mercado cambial a partir da segunda metade de 2007, oriunda da eclosão da crise subprime, a tendência predominante no ano foi de apreciação do real frente às principais divisas externas, o que resultou no fraco desempenho destes fundos.