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Previdência privada: aportes em planos caem 18,6% até outubro, aponta Fenaprevi

Observando apenas o resultado mensal, em outubro a redução foi de 33,8% quando comparado com o mesmo mês de 2024, segundo representante das empresas que operam no ramo

Jamille Niero

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O mercado de previdência privada aberta segue registrando recuo nos aportes mensais em 2025. De janeiro a outubro, os prêmios e contribuições aplicados nos planos totalizaram R$ 134,2 bilhões, uma retração de 18,6% quando comparado ao mesmo intervalo de 2024. É o que aponta relatório da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa as seguradoras que operam no ramo.

No mesmo período foram resgatados R$ 128,2 bilhões, um crescimento de 15,1% que resultou na captação líquida (aportes menos as retiradas) de R$ 4,2 bilhões, valor 91,8% abaixo do registrado na mesma base de comparação. 

Observando apenas o resultado mensal, de outubro, a arrecadação foi de R$ 10,4 bilhões, uma redução de 33,8% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Já os resgates somaram R$ 13,5 bilhões, alta de 11,1%, levando a uma captação líquida negativa de R$ 3,1 bilhões ou 188,9% menor do que os volumes aferidos em outubro do ano passado. 

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O setor administra R$ 1,7 trilhão em ativos, o equivalente a 13,9% do PIB brasileiro. 

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Tipo de plano

O relatório ainda destaca que em outubro havia mais de 13,6 milhões de planos de previdência privada aberta no país. Desses, mais de 8,5 milhões ou 63% do todo eram do VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre), 3,1 milhões de PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) – e os 15% restantes (cerca de 2 milhões de planos) se referem a planos Tradicionais. 

O VGBL também lidera em termos de arrecadação dos planos, com 91% do total destinado a produtos da modalidade, somando R$ 120,3 bilhões. Outros 7% foram em PGBL, chegando a R$ 9,9 bilhões, e 2% nos Tradicionais (R$ 2,3 bilhões).

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IOF no VGBL

Vale lembrar que um decreto de maio deste ano passou a cobrar 5% de IOF sobre aportes em planos de VGBL que ultrapassem os R$ 300 mil em uma mesma seguradora em 2025, e superem os R$ 600 mil em 2026 (somados todos os planos em diferentes entidades). O decreto foi derrubado pelo Congresso na sequência e restituído em 16 de julho por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Com isso, o setor registrou em junho de 2025 uma captação líquida negativa em R$ 3,1 bilhões — o pior resultado da série histórica, segundo a Fenaprevi, e desde então vem registrando quedas significativas nos aportes mês após mês.

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Jamille Niero

Jornalista especializada no mercado de seguros, previdência complementar, capitalização e saúde suplementar, com passagem por mídia segmentada e comunicação corporativa