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SÃO PAULO – A possibilidade de recuperação vigorosa dos mercados no curto prazo sem a presença da volatilidade encontra dificuldade adicional nesta semana.
Muito embora a agenda da segunda-feira (14) seja relativamente vazia, os próximos dias reservam dados de peso sobre a economia norte-americana. Vendas no varejo, índices de preços ao consumidor e ao produtor e o Livro Bege do Fed são apenas algumas das referências aguardadas.
Os indicadores permitirão um diagnóstico mais preciso sobre o comportamento da inflação nos EUA, em meio a uma política monetária expansionista e a altos preços da energia, e também do nível da atividade.
Esfera corporativa também agitada
Não bastasse a grande expectativa gerada pelos indicadores, há também grande apreensão em torno da publicação de resultados de importantes instituições financeiras. Na próxima terça-feira, o Citigroup anuncia seus números trimestrais e especulações sugerem perdas de até US$ 24 bilhões por conta dos ativos subprime.
Na seqüência, JP Morgan, Wells Fargo e Fannie Mae dão continuidade à safra de balanços, permitindo uma mensuração mais balizada dos efeitos da inadimplência no crédito imobiliário de alto risco. Já na quinta-feira, a Merrill Lynch também reporta seu desempenho trimestral.
Obviamente, o cenário negativo para os números de bancos de investimentos e grandes financiadoras já se apresenta incorporado no preço dos ativos financeiros. Ainda assim, qualquer divulgação de danos superiores ao previsto pode intensificar a cautela.
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Mais um trimestre ruim para os bancos intensifica as preocupações com as condições de liquidez do sistema financeiro e coloca em xeque a capacidade do Fed em restabelecer as condições de normalidade dos mercados.
Notícias ruins
Na última sexta-feira, uma bateria de notícias envolvendo o setor financeiro norte-americano já havia gerado turbulência.
A American Express alertou para o aumento da inadimplência com cartões e notícia do New York Times sugeriu prejuízos de até US$ 15 bilhões para a Merrill Lynch em função do subprime, o dobro do anteriormente estimado.