Inflação medida pelo IGP-DI fica estável em novembro, ante expectativa de alta

Índice subiu 0,01% no mês, contra projeção de economistas de alta de 0,18%; aumento nas passagens aéreas pressionou preços

Reuters

Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (REUTERS/Carla Carniel)
Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (REUTERS/Carla Carniel)

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O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou praticamente estável em novembro, contrariando as expectativas de leve alta, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

No mês, o IGP-DI registrou variação positiva de 0,01%, após recuo de 0,03% no mês anterior e contra expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,18%.

Com isso, o índice passou a acumular em 12 meses queda de 0,44%.

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‘Ao longo do ano, esse movimento (em 12 meses) foi determinado sobretudo pela retração nos preços das matérias-primas brutas que compõem o IPA. Em novembro, porém, essa redução interanual foi parcialmente limitada pela aceleração dos preços ao consumidor, puxada pelo grupo Habitação — com destaque para aluguel residencial e tarifa de energia elétrica — e pelo grupo Recreação, influenciado pelo aumento nas passagens aéreas’, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Em novembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 0,11%, de queda de 0,13% no mês anterior.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao acelerar a alta a 0,28% em novembro, de 0,14% em outubro.

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Educação, Leitura e Recreação passou de uma queda de 0,43% em outubro para alta de 2,15%, enquanto os custos de Habitação foram de recuo de 0,23% para avanço de 0,30% em novembro.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,27% em novembro, de 0,30% no mês anterior.

O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.