HSBC nomeia novo presidente do conselho após busca de um ano

Veterano da KPMG assume cargo em meio à reestruturação do banco e desafios geopolíticos na Ásia

Estadão Conteúdo

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 Dois logos do banco HSBC estão exibidos em um prédio de escritórios na Cidade do México, México, 25 de julho de 2025. REUTERS/Henry Romero
Dois logos do banco HSBC estão exibidos em um prédio de escritórios na Cidade do México, México, 25 de julho de 2025. REUTERS/Henry Romero

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O HSBC nomeou Brendan Nelson como chairman após uma busca de um ano para preencher um dos cargos mais importantes do setor financeiro global. Nelson, 76 anos, veterano da KPMG, ingressou no conselho em 2023 e atuava como chairman interino desde outubro. Ele sucede Mark Tucker, que deixou o banco em setembro para ingressar na seguradora AIA.

O maior banco da Europa em ativos buscou candidatos no final de 2024 para substituir Tucker. A presidência exige articulação entre Londres, Pequim e Washington, além da capacidade de lidar com tensões geopolíticas, já que o banco, sediado no Reino Unido, obtém grande parte de sua receita na Ásia.

A nomeação ocorre durante a reestruturação conduzida pelo CEO Georges Elhedery, que assumiu em 2024 e vem promovendo cortes de pessoal e reorganização de divisões. Nelson liderou a área global de serviços financeiros da KPMG, assessorando bancos, e já integrou os conselhos da BP e do Royal Bank of Scotland.

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Entre os concorrentes estavam George Osborne, ex-chefe do Tesouro britânico, e Kevin Sneader, ex-líder da McKinsey e atualmente no Goldman Sachs. A diretora sênior independente Ann Godbehere afirmou que Nelson demonstrou liderança sólida como interino. O banco avaliou candidatos internos e externos.

Antes do anúncio, Elhedery afirmou que Nelson não pretende cumprir um mandato tradicional de seis a nove anos. O comunicado do HSBC não especificou a duração do cargo, deixando aberta a possibilidade de um período mais curto enquanto o conselho define um nome de longo prazo.

No Reino Unido, ao contrário dos EUA, chairmen costumam ser externos, trazendo independência e capacidade de fiscalizar a gestão.