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SÃO PAULO – A inadimplência das empresas brasileiras registrou alta de 1,5% no ano passado, na comparação com 2006, de acordo com o “Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica”, divulgado nesta quarta-feira (30).
Já quando se compara dezembro de 2007 com o último mês de 2006, houve queda de 5%, e considerando o mês de novembro, o recuo foi bem menor, de 0,3%.
Tipo de dívida
Ainda na análise do ano, os títulos protestados ficaram com 40,7% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. O percentual ainda é o maior de todos, sendo ligeiramente superior ao apresentado em 2006 (40,2%).
Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,2%. No ano anterior, o peso na inadimplência era maior, de 39,7%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 21,1% do total do ano passado. Em 2006, essa modalidade contribuía com 20,1% da inadimplência das empresas.
Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores das ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.141,28 no ano, o que representa um crescimento de 11,5% frente a 2006.
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Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.479,34 no período analisado (+5,6% em um ano). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.174,08 de janeiro a dezembro, sendo que houve recuo de 4%, na comparação com o 2006.
Evolução do crédito
Segundo os técnicos da Serasa, o crescimento da inadimplência das pessoas jurídicas ocorreu devido ao aumento do endividamento das empresas, principalmente das micro e pequenas. Para essas empresas, os juros ainda são elevados e o descompasso entre prazos de financiamento do capital de giro e do crédito oferecido ao cliente tem criado problemas de fluxo de caixa.
Os técnicos também afirmam que a expansão da atividade econômica proporcionou a queda do indicador entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006.